Business Valuation

Como Avaliar Pequenas Empresas

Vender ou comprar uma empresa não é uma tarefa simples. Estima-se que a maioria das empresas de pequeno porte no Brasil são negociadas por preços bem abaixo do valor justo e em alguns casos esses preços chegam a ser apenas uma fração do valor real do negócio. Além disso, existem muitas situações em que donos de pequenas firmas desistem e optam pela baixa das mesmas, situação na qual não conseguem reaver quantia alguma, mesmo quando as empresas ainda geram resultado financeiro satisfatório. Ao contrário, são obrigados a arcar com despesas para findar suas atividades empresariais. Pode parecer algo sem sentido para muitos, mas é um cenário rotineiro na vida de muitos empresários.

É verdade que só é possível vender um bem se houver alguém disposto a pagar o valor do anúncio. Por outro lado, isso não significa que você deva vender sua empresa por um valor muito menor do que ela vale. Esperar o momento certo faz parte do processo de compra e venda. Assim como na venda de um automóvel, você só irá vender abaixo do preço de mercado se houver urgência.

Existem diversas maneiras de avaliar firmas e cada uma tem uma característica particular. A seguir, comentaremos brevemente algumas ao decorrer deste artigo:

Métodos para avaliar pequenas empresas

É interessante que empresários e empreendedores aprendam o básico sobre avaliação de empresas (business valuation) pois esse conhecimento pode ajudar na hora da negociação, principalmente para que estes compreendam melhor o valor justo dos seus negócios.

Mas é importante lembrar que avaliação de empresas é algo bastante complexo. Cada empresa deverá ser analisada individualmente pois inúmeros fatores devem ser levados em consideração, tais como: risco, potencial de crescimento, desempenho da empresa, competência da atual gestão, eventuais crises financeiras, fatores macroeconômicos, inflação, cultura empresarial, litígio entre sócios, etc. Portanto, é importante consultar um analista experiente para realizar a avaliação da sua empresa da melhor forma possível, capturando todos os detalhes, riscos e oportunidades para que você negocie seu maior ativo com segurança.

As metodologias mais comuns escolhidas pela Yenom para avaliar pequenas empresas são as seguintes:

Método 1 – Avaliação baseada em ativos (asset-based)

Esse tipo de avaliação só leva em consideração os ativos e passivos da empresa. Basicamente para chegar no valor da empresa utilizando esse tipo de metodologia, você deve verificar a diferença entre os ativos e os passivos. Essas informações podem ser extraídas do último balanço patrimonial, mas o ideal é identificar todos os ativos que a empresa possui (carros, móveis, equipamentos, prédios, estoque, etc) e também fazer um levantamento de tudo que a empresa deve.

Por exemplo: se a firma possui R$ 500.000 em ativos e R$ 200.000 em passivos ela vale R$ 300.000 teoricamente. Alguns ativos são difíceis de avaliar, como por exemplo patentes e outros ativos intangíveis. Ainda a empresa pode possuir muitos ativos e mesmo assim gerar pouca receita.

Não recomendamos esse tipo de avaliação pois ela é extremamente imprecisa e não leva em consideração elementos como: carteira de clientes, lucratividade, patentes (e outros ativos intangíveis), cultura empresarial, desempenho de funcionários, etc.

Essa metodologia só tem utilidade se a empresa não é saudável e o empresário precisa vender seu negócio rapidamente. Mesmo para fins de liquidação não é o único approach utilizado por analistas especializados. Se você possui uma empresa saudável procure não utilizar este método.

Só utilize essa metodologia se você não possui recursos suficientes para contratar um especialista.

Método 2 – Avaliação relativa (múltiplos de mercado)

Assim como na precificação de imóveis é possível também precificar sua empresa ao comparar ela com outras firmas similares que estão em negociação (ou foram negociadas) no mercado recentemente. Da mesma maneira que múltiplos são relativamente simples de usar, também é comum que leigos cometam erros na hora de utilizá-los.

Outro problema é que nenhuma organização é exatamente igual a outra e elas podem apresentar grandes diferenças em fatores como: risco, crescimento e fluxo de caixa. Entretanto, o ponto forte é que esse método é o mais fácil de ser compreendido e também demonstra quanto o mercado está disposto a pagar em um determinado tipo de business.

Tal metodologia irá sempre refletir o “humor” do mercado em relação às empresas daquele setor.

Um exemplo prático e simples: numa determinada região do Brasil algumas padarias foram vendidas por 6x o valor da receita bruta anual. Se você tem uma padaria e sua receita bruta foi de R$ 50.000 no último ano na teoria sua empresa valeria nesse caso R$ 300.000. O problema é que é mais complicado conseguir esses dados para pequenas empresas, embora não seja impossível. Mas não é raro investidores oferecerem propostas com base em multiplicadores.

Valuation por múltiplos é muito utilizado no mercado de ações, onde existe uma abundância de dados financeiros pois todas empresas possuem capital aberto. Alguns dos indicadores mais utilizados: preço/lucro (P/E), PEG, preço/valor patrimonial, dividend yield entre outros.

Método 3 – Fluxo de caixa descontado (discounted cash flow)

O método do fluxo de caixa descontado (ou avaliação intrínseca) reflete o valor presente de uma empresa levando em consideração o potencial da mesma em fazer dinheiro (caixa) num futuro projetado. Essa é a metodologia mais utilizada mundialmente por profissionais da área de finanças e também investidores famosos como Warren Buffet.

Esse modelo é extremamente detalhado e possui muitas vantagens mas é extremamente fácil cometer erros de julgamento, principalmente se for utilizado por alguém inexperiente.

Algumas vantagens na hora de utilizar o fluxo de caixa descontado:

  • Leva em consideração o potencial do negócio;
  • Captura elementos essenciais à geração de valor (como carteira de clientes, patentes, marcas, desempenho de funcionários, entre outros…);
  • O risco é calculado de maneira detalhada;
  • A empresa é analisada isoladamente e não é necessário comparar a outras firmas;
  • inclui todas as premissas relacionadas ao negócio;
  • Também leva em consideração outras fatores-chave do negócio.

Algumas desvantagens:

  • Fácil de cometer erros (qualquer erro na estimativa de valor pode mudar o resultado de maneira expressiva);
  • Requer grande quantidade de premissas;
  • Necessita de conhecimento profundo do analista para evitar projeções irrealistas;
  • O grau de dificuldade para estimar risco, valor terminal e custo de capital é grande;
  • Estimar grupos empresariais ou empresas em nichos específicos pode aumentar muito a complexidade do modelo.

Avaliando pequenas empresas – Conclusão

Consideramos importante que você faça sua própria avaliação do seu negócio mas é indispensável contar com um especialista. Além de evitar erros graves de análise, ter o conhecimento de alguém com expertise no setor é essencial para facilitar na hora de contra-argumentar uma proposta de compra. Com toda certeza, ter um laudo de avaliação econômico-financeira do seu negócio emitido por empresa especializada na área fará toda diferença.

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