Avaliação de EmpresasBusiness Valuation

Avaliando Empresas em Dificuldade

Avaliação Empresas em dificuldade

Introdução

Como empresário, certamente você já dedicou um bom tempo e muito dinheiro na construção do patrimônio que possui hoje e tem todo interesse em fazê-lo prosperar. Ainda que situações de crise sejam comuns na trajetória de qualquer empresa, uma gestão eficiente deve estar sempre atenta para compreender os motivos que culminaram ou contribuíram para uma situação marcada por maiores dificuldades financeiras.

Nenhuma empresa está imune aos problemas econômicos enfrentados pelo mercado no qual está inserido, mas existem ainda diversos fatores internos que podem contribuir para o declínio e, eventualmente, a falência da companhia. 

Assim, é fundamental que a diretoria tenha não apenas a assessoria necessária para detectar fragilidades, mas principalmente seja capaz de contorná-las de modo que as crises sejam minimizadas.

Seja a dificuldade oriunda de fatores internos ou externos, um bom gestor deve ser capaz de identificar suas causas e traçar boas estratégias para tentar contorná-la da melhor forma possível. 

Ao longo deste artigo, pretendemos abordar brevemente o ciclo de vida de uma empresa, mantendo o foco na análise do seu período de declínio, investigando suas causas mais comuns e apresentar algumas formas que podem ser utilizadas para seu enfrentamento.

Um dos mecanismos mais eficazes é através de uma avaliação da empresa, uma prática que muitas vezes é descartada em momentos de dificuldade já que representa um investimento de capital. Esperamos que este artigo possa esclarecer como o processo de valuation da sua empresa pode ajudá-lo, principalmente, em momentos de crise.

O ciclo de vida de uma empresa

Da mesma forma que os seres vivos, as empresas também apresentam um ciclo de vida, que se inicia no seu nascimento e pode se estender até seu declínio, sem que exista um tempo exato para tal desfecho. 

Conhecemos inúmeros exemplos de empresas que eram adoradas pelo público durante uma época, mas que não souberam manter este status e, ou perderam totalmente o protagonismo no mercado ou mesmo fecharam suas portas.

Quando se analisa os estágios pelos quais uma empresa passa em sua vida, é inevitável que façamos um paralelo com os estágios da vida dos seres humanos. A diferença mais marcante, no entanto, é que a vida das empresas que atingem o esperado sucesso pode ter o seu declínio em um tempo futuro que sequer estaremos aqui para acompanhar.

Vale ressaltar que algumas empresas envelhecem mais rápido, como as empresas de software. Às vezes é complicado comparar um tipo de negócio com outro pois o período de maturação pode variar bastante. Outras empresas, como a General Electric (GE) tem mais de um século de existência e ainda gera resultado, portanto deve-se analisar cuidadosamente cada caso de maneira individual.

Após o nascimento da empresa, podemos dividir seu ciclo de vida em três grandes momentos:

  • Ascensão
  • Amadurecimento
  • Declínio

Esses três momentos podem apresentar uma duração de tempo variada, sendo muito rápido em alguns casos porém muito lento, em outros. De qualquer maneira, vamos abordá-los com melhores detalhes, partindo do primeiro momento: o nascimento.

Alguns dizem que o nascimento de uma empresa ocorre com a sua concepção, ainda no plano das ideias, na mente de seus sócios. Entre a idealização de um negócio e a sua criação formal, com a constituição de seu registro, há um lapso de tempo no qual, sob o ponto de vista do mercado, não existe uma pessoa jurídica de verdade. Assim, optamos por trabalhar com a noção de nascimento de um negócio a partir do momento em que há a constituição de sua pessoa jurídica.

Em seguida, o modelo de negócios idealizado pelos sócios é posto em prática visando o início das operações. Conforme a empresa conquista seu posto no mercado, verifica-se o início de sua ascensão, que geralmente ocorre de duas maneiras:

  • Crescimento Jovem – este estágio é conhecido por ser o momento em que a empresa dá seus primeiros passos, é a aplicação na prática de um modelo de negócios que até então estava apenas nas ideias dos sócios fundadores. Aqui que começa a surgir um potencial de crescimento, materializado na receita e no lucro no negócio. Muitas empresas nunca “decolam” e após um crescimento lento, acabam fechando as portas seja pela falta de inovação da ideia ou mesmo pela dificuldade de aportar dinheiro para investir até que chegue no estágio seguinte.
  • Alto Crescimento  – As empresas que conseguem converter seu potencial em receita começam a apresentar um crescimento alto e acima do mercado, se tornando atrativas para novos investidores. Sua visibilidade dentro do mercado também cresce, o que representa um aumento ainda maior de pessoas interessadas em consumir seus produtos e serviços. 

O momento de amadurecimento é a sua consolidação no mercado. Suas taxas de crescimento se reduzem para números que refletem a manutenção da sua posição. Este é o momento mais importante para os sócios não perderem de vista a necessidade de investimento e atualização da sua equipe de modo que não sejam ultrapassados por concorrentes. 

Um dos fatores que se mostram a chave para uma maior longevidade de uma empresa é ter uma gestão consciente e capaz de se adaptar e aproveitar as oportunidades do mercado. A manutenção do sucesso está diretamente ligada a capacidade da gestão em manter-se inovando e investindo em melhorias que mantenha o seu produto ou serviço em destaque no mercado.

No entanto, quando analisamos o declínio de empresas, podemos observar que existem alguns padrões marcantes e comuns a quase todas as marcas que perderam seu status e acabaram fechando suas portas ou caíram no esquecimento. 

Para entender melhor quais condições levam uma empresa líder no mercado à falência, vamos abordar todas as etapas que marcam esse estágio final da vida de uma companhia de modo que, munido deste conhecimento, você possa ficar alerta e evitar este destino.

O declínio de uma empresa

O autor norte-americano Jim Collins, especialista em gestão de empresas, aborda este tema em sua publicação “Como as gigantes Caem”, onde elenca os cinco estágios compreendidos no declínio de uma empresa. São eles:

 

1º Estágio: Excesso de Confiança (Hubris Born of Success)

 

Quando as empresas atingem um patamar de notoriedade e sucesso no mercado, com uma consequente valorização de seu valor, muitas vezes, seus líderes são tomados pela arrogância de acreditar que estão protegidos dos abalos de mercado. Este primeiro estágio, aponta Collins, está configurado quando as pessoas que comandam um negócio percam o cuidado diário que é necessário quando se está a frente de uma empresa.

Cria-se a ideia de que “já somos bem sucedidos e sabemos como administrar esse setor do mercado”. Esta ideia, carregada de pedantismo, pode ser a receita para a ruína de uma negócio promissor. Bons líderes devem estar sempre atentos aos pontos onde podem melhorar e aos eventuais erros cometidos por sua equipe, para então, poder contorná-los sempre da melhor forma e com agilidade.

Por vezes, vemos empresas que atingem um alto patamar no mercado em função de inúmeras conjunturas que lhe foram favoráveis, o que não significa que seus dirigentes são bons gestores. Quando isto acontece, não raro essas empresas perdem a capacidade de assimilar as boas práticas do mercado e sofrem um choque quando começam a apresentar resultados ruins.

 

2º Estágio: Busca Indisciplinada por Mais (Undisciplined Pursuit of More)

 

Neste momento, pensando estar imune aos eventuais abalos econômicos do mercado em função do sucesso que já conquistou no mercado, a empresa apresenta ações que Collins chama de indisciplinadas. 

A tomada de decisões estratégicas e financeiras de uma empresa, ainda que já esteja madura, deve ser sempre marcada pela cautela e planejamento. Devem ser evitadas as ações impulsivas e impensadas, mas a arrogância conquistada pelo sucesso acaba “subindo a cabeça” de muitos empresários que são tomados por um excesso de confiança e uma busca ainda mais incansável pelo sucesso.

Isto acaba conduzindo a dita “busca indisciplinada”, onde a empresa toma decisões com o foco em um maior crescimento, sucesso e lucro, sem analisar adequadamente suas ações. Verifica-se que é comum em momentos como este alguns devaneios e entrada em novos mercados sem qualquer preparo, o que acaba conduzindo a empresa ao próximo estágio se nada for feito.

 

3º Estágio: Negação de Riscos e Perigo (Denial of Risk and Peril)

 

Até então, é bem possível que uma empresa sólida esteja no caminho do declínio, mas ainda apresentando bons resultados e crescimento. No entanto, a continuidade desta busca indisciplinada por mais, invariavelmente, conduz aos primeiros sinais de que os negócios estão abalados. 

Em geral, os primeiros sinais são internos, enquanto os resultados externos se mantém bons. É claro que dentro deste cenário de arrogância, são comumente ignorados pela gestão, que assumem ser oscilações passageiras ou cíclicas, incapazes de afetar a estrutura corporativa no médio ou longo prazo, mas principalmente, oriundas de conjunturas externas que nada tem a ver com as más decisões tomadas pela gestão. 

 

4º Estágio: Luta pela Salvação (Grasping for Salvation)

 

Conforme a situação interna e os resultados vão se agravando, a liderança da empresa pode tomar dois rumos: reorganizar e recuperar a disciplina e a cautela que a levou até o sucesso ou recorrer a mecanismos desesperados de salvação. Muitas empresas trocam seus dirigentes e investem em ações dramáticas como forma de tentar reverter o quadro de crise.

Ainda que algumas ações possam apresentar bons resultados, a confiança na empresa já está caracterizada dentro do mercado e a recuperação não aparece sem uma estratégia adequada.

 

5º Estágio: Irrelevância ou Morte (Capitulation to Irrelevance or Death)

 

Essa busca por soluções milagrosas que culmina no enfraquecimento financeiro da empresa acaba por desgastar sua imagem perante investidores e pode levar ao seu encerramento das operações ou deixá-la em um patamar de irrelevância no mercado.

Tendo o conhecimento deste percurso, pode ser mais fácil identificar o estágio em que a sua empresa se encontra e traçar uma estratégia capaz de reverter ou desacelerar este processo. Durante um processo de valuation, feito com um especialista capacitado para a avaliação de empresas em dificuldades, ainda que você esteja no primeiro estágio, é possível detectar práticas decorrentes de um excesso de confiança.

O melhor momento para tomar uma atitude é agora, fechar os olhos e insistir no erro pode, na verdade, acelerar o declínio quando se manifestar nas tentativas desesperadas pela salvação de um negócio.

A avaliação de empresa e como pode te ajudar a sair do vermelho

A avaliação de empresas, também conhecida como valuation, é este mecanismo capaz de trazer um novo olhar para a empresa, podendo ela estar endividada ou não. Na verdade, o quanto antes você, como empresário, for capaz de identificar o problema e atuar para solucioná-lo, melhor

Este processo de análise detalhada culmina na elaboração de um laudo capaz de determinar o valor econômico do negócio, o que pode ser útil no caso dos empresários decidirem pela sua venda como forma de quitar eventuais dívidas. No entanto, o valuation possui um aspecto ainda mais interessante e valioso para aqueles que não querem desistir dos seus negócios: o conhecimento.

É através do laudo do valuation que você terá em suas mãos um relatório minucioso abordando vários detalhes que torna a sua empresa o que ela é hoje. Assim, podemos dizer que é mais fácil atacar um problema quando você o conhece; o desconhecido, por outro lado, oferece muito mais incerteza.

Um aspecto a ser considerado é a escolha de um especialista para conduzir este valuation, o que à primeira vista pode parecer desnecessário, mas você irá perceber como é um dos momentos que podem definir o sucesso ou o fracasso da sua análise, especialmente quando estamos diante de empresas com problemas financeiros. 

Caso ainda não conheça muito sobre como o processo de avaliação de uma empresa, você pode saber mais sobre as principais metodologias aplicadas e o desenvolvimento deste trabalho.

De qualquer forma, tanto a escolha da metodologia quando a condução deste processo dependem do caso concreto. Isto significa que o tipo de empresa, seu tamanho, seu ramo de atuação, o propósito que está motivando o valuation e as intenções dos empresários são considerados não apenas ao início, mas durante todo este processo. 

Saiba que um bom avaliador deve ajustar e adaptar o processo de avaliação na medida em que ele vai identificando as causas dos resultados negativos que a empresa vem apresentando. Isto é uma das formas de produzir laudos que melhor refletem as razões que culminaram nas dificuldades que a empresa enfrenta.

Se você é um empresário e está a frente de uma empresa que está enfrentando um período de crise, o primeiro ponto que você ter claro é se tal situação é temporária ou se já se alonga por um tempo, sem qualquer previsão de reversão. Além disso, é importante investigar quais são suas causas e como ela está se manifestando. 

Essa análise nem sempre é feita com facilidade, isto pois estamos inseridos em uma economia global que é afetada por inúmeros fatores, internos e externos ao país. Além disso, existem crises desencadeadas por elementos oriundos das decisões da própria empresa. Vamos analisar algumas dessas hipóteses e mostrar que existem inúmeros mecanismos que você empregar para tentar a reversão deste cenário.

O primeiro aspecto que deve ser considerado na busca por estratégias para a recuperação de empresas é a capacidade de seus empregados em conduzir uma avaliação de qualidade. Para tanto, é fundamental que a análise, ainda que feita de maneira informal, seja conduzida de forma imparcial e por pessoas que não apenas detém um conhecimento técnico para tal, mas também que conheçam bem as estratégias de avaliação. 

Muitas vezes observamos pessoas que integram a gestão empresarial produzindo relatórios detalhados e oferecendo uma avaliação da situação enfrentada pela empresa com estratégias para a sua reversão. Ocorre que muitas vezes tais profissionais, ainda que dedicados e bem intencionados no decorrer de sua atividade, não possuem a imparcialidade necessária para produzir um documento confiável.

Imagine uma série de decisões ruins tomadas pela diretoria de uma empresa e que, posteriormente, um membro desta mesma diretoria ou alguém que esteja ligadas à ele é incumbido da tarefa de detectar os aspectos que estão gerando prejuízos à empresa.

Na verdade, é raro encontrar profissionais que consigam superar seu próprio orgulho para rever superar suas próprias ideias, se esta pessoa ainda acredita que sua decisão foi acertada, dificilmente será capaz de enxergar as dificuldades financeiras como decorrentes dele buscando outras causas.

Esta dificuldade de analisar friamente e rever suas próprias decisões faz parte da natureza humana e são raras as pessoas que são capazes de ter tal postura. Em outros casos, o que falta é apenas a capacidade técnica de conduzir uma análise que possa efetivamente servir como mecanismo de recuperação de empresas que estão passando por dificuldades, sejam elas de qualquer natureza.

Outro ponto interessante que deve ser considerado quando se analisa empresas em crise é a importância de se determinar quais fatores contribuíram para que se atingisse esta realidade. Como falamos, os prejuízos podem decorrer de uma infinidade de fatores, desde decisões estratégicas equivocadas até uma conjuntura global decorrente de acordos comerciais ou políticas econômicas de países estrangeiros.

A depender das causas que levaram a empresa a estar passando por dificuldades, um tipo de atuação diferente também deve ser adotado. Por isso é tão importante compreender exatamente o que está motivando a empresa estar no vermelho. Por vezes, os empresários conseguem determinar alguns fatores e tentam revertê-los para, só então, descobrir que eles, na verdade, eram consequências de outros, ainda mais profundos. 

Temos que ter em mente uma das grandes lições quando se está trabalhando com a recuperação de uma empresa: o melhor momento para agir é sempre o presente. Não invista esforços para, posteriormente, perceber que foram em vão. Com um laudo detalhado obtido a partir da avaliação da sua empresa, você terá as informações que precisa para então tomar decisões mais rápidas, seguras e com mais chances de sucesso. 

De modo geral, pode-se dizer que empresas que apresentam prejuízos em razão de algum fator temporário, como é o caso das empresas cíclicas, a avaliação tende a ser mais fácil de ser feita. No entanto, quando a crise já é uma realidade por mais tempo ou é mais grave, já é de se esperar que o processo seja mais trabalhoso, inclusive pela necessidade de ajustes na aplicação das metodologias de avaliação ao longo da análise. 

Algumas estratégias de recuperação de empresas em crise

Podemos destacar algumas estratégias genéricas que contribuem de fato para a solução de uma crise, mas é importante ter em mente que elas não resolvem qualquer situação. Existem casos em que os fatores que deram origem à crise são de naturezas de gestão, em outras a natureza é econômica, então não adianta agir sem que exista uma escolha consciente acerca das estratégias empregadas para atingir o problema de forma certeira.

Assim, é podemos destacar algumas das estratégias mais comuns. São elas:

 

  • Redução de custos

 

Quando a empresa está repetidamente apresentando prejuízos financeiros, você deve estar sempre atento aos custos de produção. Você deve “enxugar” desde os gastos bobos, como materiais de escritório, até viagens desnecessárias, despesas com publicidades que não estão dando o retorno previsto e pessoal.

Tenha em mente que cada corte nos custos deve ser cuidadosamente ponderado. A diretoria deve se questionar sobre o impacto que ausência daquela despesa pode trazer para a empresa e até mesmo se a redução de custo vai compensar o corte. Existem empresas que começam a cortar aspectos que representam uma maior qualidade de vida para os empregados e com isso criam um ambiente onde há uma crescente desmotivação.

Perceba que a redução de custos também não pode ser feita impulsivamente, sem uma análise prévia a respeito da essencialidade ou não daquele gasto. Muitas vezes, o custo de um maquinário ou de profissional é alto, mas é ao redor dele que foi construído todo o seu modelo de negócios, o que o torna essencial para a sua empresa.

 

 

  • Inovação

 

Em alguns casos, as empresas apresentam dificuldades financeiras como resultado do produto ou serviço que comercializam se tornar obsoleto no mercado ou em virtude da alta concorrência. Nesses casos, fomentar a inovação pode trazer benefícios duradouras para sua empresa, seja aperfeiçoando seu produto já existe ou trabalhando no lançamento de algo totalmente novo.

É necessário ter uma enorme cautela ao se definir pela estratégia da inovação. Em muitos casos, o investimento envolvido pode ser avassalador e até agravar a situação financeira da empresa. 

 

     1 – Renegociação de dívidas

 

No caso de estarmos analisando empresas com dívidas, é comum que essas sejam oriundas de muitos empréstimos junto aos bancos. Quando os prejuízos começam a aparecer, surgem também as dificuldades para manter em dia o pagamento dos funcionários e fornecedores. Nesses casos, para evitar a inadimplência com diversas pessoas, optam por garantir um empréstimo diretamente com os bancos.

Você deve sempre tentar renegociar suas dívidas, obtendo uma taxa de juros melhor, já que é notório que os juros cobrados pelas instituições financeiras podem, muitas vezes, superar o valor recebido a título de empréstimo, sendo uma despesa jogada fora. Então, caso você já esteja se recuperando e tem condições de amortizar sua dívida com os bancos, geralmente, a melhor opção é fazê-lo.

 

    2 – Reestruture a empresa internamente

 

A reestruturação da empresa pode ser feita em várias frentes, mas aqui queremos destacar a reestruturação de pessoal, inclusive de gestores. Como já abordamos, um dos fatores que contribuem para o declínio de uma empresa é a série de tomada de decisões infelizes pelos seus diretores. 

Nesse caso, muitas vezes é necessário uma mudança na atuação da empresa que não é compatível com as pessoas que estão no comando da companhia. Não se trata de mandar “culpados” embora, mas sim ajustar os objetivos da empresa conforme os estilos daqueles que ocupam sua liderança. 

Pode ser também que a falta de um planejamento estratégico adequado esteja causando ruídos de comunicação, um retrabalho ou mesmo o completo descompasso entre áreas que deveriam trabalhar em sintonia. Quando isso acontece, cabe a gestão promover essa reestruturação buscando sanar as falhas que a empresa apresenta, minimizando os problemas de logística e comunicação.

 

     3 – Invista em planejamento

 

Todos sabemos que a falta de planejamento é responsável pelas maiores crises no mundo, portanto, uma empresa deve ter o hábito de planejar inúmeros aspectos do seu dia a dia, como:

  • estimar seus custos e suas receitas;
  • trabalhar com previsões para aquisição de matéria-prima de modo a não parar a linha de produção; 
  • analisar a demanda do mercado para ajustar sua previsão;
  • ficar atento ao seu corpo funcional para fazer contratações caso o quantitativo de funcionários não seja suficiente;
  • definir estratégias de captação e aplicação de investimentos e muito mais.

Quando temos uma gestão competente, observamos pessoas capazes de assumir as responsabilidades dos seus erros e de propor meios de reversão de crises. Essa capacidade se deve a um constante monitoramento da empresa que tem em suas mãos aliado a um planejamento meticuloso capaz de prever inúmeros desfechos para as decisões estratégicas tomadas.

Essas cinco ações visam a recuperação de uma empresa com problemas, mas é claro que não são as únicas. Como falamos, existem ainda empresários que optam pela alienação de seu patrimônio, assim como existe um mercado totalmente voltado para a compra de empresas com dívidas a um preço mais baixo. Nesse caso, o comprador se especializa na recuperação ou na divisão da empresa para tentar lucrar e recuperar o capital investido de outras formas.

De qualquer forma, a escolha de uma abordagem para tratar de um negócio que está gerando prejuízos vai depender dos detalhes, que só podem ser analisados diante das especificidades do caso concreto. Se você pretende encontrar as melhores formas de atacar este problema da sua empresa, a avaliação de empresas pode ser sua grande aliada.

É possível que algumas estratégias literalmente destruam o valor do seu negócio aos poucos (ou de maneira rápida, dependendo do caso), e isso só ficará evidente se for feita uma avaliação séria sob a supervisão de um especialista.

Através do valuation, você terá em mãos a certeza de que suas decisões estratégicas estão trazendo valor para sua empresa.

Entre em contato conosco caso tenha interesse em avaliar sua empresa.

Texto escrito por Paulo Eduardo Ballestrin e Tatiana Freire